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Pela casa se conhece o dono / Didier Cornille

A sessão "#NaEstante" traz hoje um livro que tem tudo a ver com a gente: casas com a personalidade de seus donos! Veja, a seguir, a resenha que publicamos no ArchDaily Brasil sobre este livro de literatura infantil:

Da editora. Valendo-se de textos curtos e ilustrações precisas, Didier Cornille apresenta casas icônicas em ordem cronológica, dos anos 1920 até o início do século XXI. Gerrit Rietveld, Le Courbusier, Frank Lloyd Wright, Charles e Ray Eames,Mies Van der Rohe, Oscar Niemeyer, Jean Prouvé, Frank Gehry, Shigeru Ban, Rem Koolhaas, Sarah Wigglesworth e Jeremy Till são nomes que deixaram marcas por revolucionar os projetos de moradias, influenciando também nos métodos de construção. Frank Lloyd Wright, por exemplo, integrou uma residência a uma cachoeira e Rem Koolhaas projetou uma casa que tem como cômodo principal um elevador, para atender às necessidades de seu dono paraplégico.

 

Ao conhecer as obras desses arquitetos vemos também a evolução do uso de diferentes técnicas de construção e de diversos materiais, surgidos das necessidades da época: o casal Charles e Ray Eames usavam compensados de madeira em seus projetos durante a Segunda Guerra Mundial, e o arquiteto japonês Shigeru Ban usou de rolos de papelão para construir casas emergenciais em um país assolado por terremotos.

 

O leitor é convidado a adentrar as casas desses arquitetos e a saber como elas foram construídas: a Casa Farnsworth, de Mies Van der Rohe, a Casa de Bordeaux de Koolhaas e até a residência em Canoas, onde viveu o brasileiro Oscar Niemeyer, nos morros do Rio de Janeiro, em meio à natureza, incluída pelo autor especialmente na edição brasileira da obra. Didier dedica um capítulo a cada um desses grandes nomes, incluindo uma pequena biografia e a síntese de seus principais projetos.

 

Acompanhando o texto estão seus desenhos de traço fino, com os quais esmiúça os detalhes de cada uma dessas construções icônicas. Mais do que retratar as casas em si, Cornille as desconstrói, evidenciando suas particularidades em ilustrações que são estilizações dos croquis originais.

 

Um pequeno retrato dos arquitetos acompanha as aberturas dos capítulos. No texto de quarta capa, a desenhista Carla Caffé aproxima a arquitetura da nossa vida cotidiana: “Ao passear pelas casas desenhadas neste livro, podemos desfrutar a experiência de viver no planeta do século XX até os dias de hoje. Acompanhamos, por meio da arquitetura, a trajetória de como mudamos nosso jeito de morar, de como compartilhamos nossos sonhos e desafios”.
Pela casa se conhece o dono é a porta de entrada perfeita para futuros arquitetos e filhos de arquitetos iniciarem este ofício. Ou para qualquer pessoa interessada em saber mais como e porque moramos da maneira como moramos.

 

Sobre o autor. Didier Cornille nasceu em 1951, em Lille, na França. Designer especializado em objetos e móveis formou-se na Academia de Belas Artes de Lille em 1977. Em 1980, fundou o departamento de Arquitetura de Interiores na Escola de Belas Artes de Tourcoing, e seguiu para dar aula em diversas instituições, como a ISAA, em Paris, e a Academia de Belas Artes de Le Mans. Sua primeira exposição individual aconteceu em 1987, batizada de Acrobata Brilhante, na galeria parisiense Neotu, na qual exibiu lâmpadas de sua criação. Além desse trabalho, também desenhou joias como designer. Além deste livro (menção honrosa no Prêmio de Bolonha, 2013), Cornille também escreveu e ilustrou a continuação Tous les gratteciel sont dans la nature [Pelo arranha-céu se conhece o dono, Hélium, 2013].

 

Sobre o tradutor. Bernardo Ajzenberg nasceu em São Paulo, em 1959. É escritor, tradutor e jornalista. Publicou os romances Olhos secos (Rocco, 2009),finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura), Variações Goldman(Rocco, 1998), Goldstein & Camargo (Imago, 1994), Efeito suspensório (Imago, 1993) e Carreiras cortadas (Francisco Alves, 1989), além do livro de contos Homens com mulheres (Rocco, 2005). Em 2003, recebeu o prêmio de Ficção do Ano da Academia Brasileira de Letras pelo romance A gaiola de Faraday (Rocco, 2002). Trabalhou em publicações como Veja, Gazeta Mercantil e Folha de S. Paulo; nesta última também atuou como ombudsman entre 2001 e 2004. Foi coordenador-executivo do Instituto Moreira Salles de 2004 a 2008. Como tradutor, já verteu para o português mais de trinta obras literárias, do inglês, francês e espanhol.

 

 

 

 

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